A Polícia Civil do Rio Grande do Norte deflagrou, nesta terça-feira (16), a “Operação Anny”, que investiga o duplo homicídio de Airton Silva e Alves e de sua filha, Anny Lavínia Salvino Alves, de 6 anos. O crime ocorreu em 28 de agosto de 2025, no bairro Nossa Senhora da Apresentação, na Zona Norte de Natal, e causou grande comoção social.
A prisão do principal investigado — um policial militar — foi realizada no bairro Potengi, também na Zona Norte da capital, com apoio da Polícia Militar. Contra ele, havia mandado de prisão temporária expedido pela 1ª Vara Criminal da Comarca de Natal, além de ordens de busca e apreensão em endereços vinculados ao suspeito.
De acordo com as investigações da Divisão de Homicídios e de Proteção à Pessoa, um homem chegou ao local do crime em uma motocicleta e efetuou disparos de arma de fogo contra Airton Silva e Alves, que foi atingido por dois tiros e morreu no local. A criança foi baleada na cabeça, socorrida e levada ao hospital, mas não resistiu aos ferimentos, vindo a óbito três dias depois.
Durante as diligências, os policiais civis apreenderam diversas armas de fogo. Entre o material recolhido, foi encontrado um revólver calibre .38 sem registro, compatível com o projétil que vitimou as vítimas. O armamento será submetido à perícia para análise técnica e eventual confirmação de vínculo com o crime.
Além da prisão temporária pelo duplo homicídio, o investigado foi preso em flagrante por posse ilegal de arma de fogo. As investigações seguem em andamento para o completo esclarecimento das circunstâncias e da motivação do crime, que inicialmente apontava para um possível motivo passional, sem descartar a hipótese de cobrança de dívidas.
O nome da operação homenageia a criança Anny Lavínia Salvino Alves e simboliza o compromisso da Polícia Civil com a elucidação do caso e a responsabilização dos envolvidos. A corporação reforça a importância da colaboração da população, que pode repassar informações de forma anônima por meio do Disque Denúncia 181.
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