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Sábado, 17 de Janeiro 2026

Justiça

Mulher é assassinada em São Paulo apesar de medida protetiva

A capital paulista observa uma escalada nos feminicídios em 2025, alcançando o pico anual desde o começo do registro histórico em abril de 2015.

Redação
Por Redação
Mulher é assassinada em São Paulo apesar de medida protetiva
© Marcelo Camargo/Agência Brasil
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A Polícia Civil de São Paulo efetuou a prisão de José Vilson Ferreira, de 29 anos, no domingo (4), responsável pelo feminicídio de Carla Carolina Miranda da Silva. A vítima foi atacada a facadas pelo agressor no bairro da Liberdade, na região central da capital paulista, na noite do sábado (3).

Detido no Jabaquara, zona sul da cidade, o indivíduo foi formalmente indiciado por feminicídio e por desrespeitar uma medida protetiva de urgência, conforme informações divulgadas pela Secretaria da Segurança Pública de São Paulo (SSP-SP).

Em comunicado, a SSP-SP informou que “policiais civis do Garra/Dope, em colaboração com a 1ª Delegacia de Defesa da Mulher (DDM), realizaram diligências que resultaram na detenção do autor, o qual foi encaminhado à unidade policial e permanece à disposição da Justiça”.

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O Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) confirmou que ele passou por audiência de custódia na segunda-feira (5). A nota do órgão judicial esclareceu que “trata-se de cumprimento de mandado de prisão. Não foram identificadas irregularidades no cumprimento e ele segue preso”.

Registros de câmeras de segurança, que circularam amplamente nas redes sociais, revelam que o crime ocorreu em via pública. As imagens mostram a vítima caminhando pela calçada quando é abordada pelo homem. Carla tenta escapar, mas o agressor a persegue, alcança e desfere os golpes com a faca.

De acordo com dados fornecidos pelo Projeto Justiceiras, uma organização que oferece apoio e orientação a mulheres em situação de violência, Carla havia denunciado o agressor por violência doméstica há quase um ano, conseguindo uma medida protetiva que o proibia de se aproximar.

Ainda segundo a mesma organização, a vítima foi socorrida e levada a um hospital, onde passou por procedimento cirúrgico. Contudo, ela não resistiu à gravidade dos ferimentos e veio a óbito.

Feminicídios

A capital paulista tem observado um aumento nos casos de feminicídios em 2025, registrando o maior patamar anual desde o início da série histórica, em abril de 2015, mesmo antes da consolidação dos dados de dezembro.

No final de novembro, um caso de grande repercussão foi o atropelamento de Tainara Souza Santos, que foi arrastada por aproximadamente um quilômetro sob um veículo na Marginal Tietê. A vítima sofreu mutilações severas nas pernas. Apesar de ter sido socorrida e submetida a cirurgias, Tainara faleceu na noite de 24 de dezembro, aos 31 anos, deixando dois filhos.

O responsável pela agressão, Douglas Alves da Silva, foi detido no dia seguinte ao crime, após investigações conduzidas pela Polícia Civil. O delegado Fernando Barbosa Bossa, encarregado da apuração que levou à prisão do autor do atropelamento, classificou o episódio como tentativa de feminicídio, destacando a impossibilidade de defesa da vítima e a crueldade dos atos.

FONTE/CRÉDITOS: Redação Gazeta do RN
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