O setor de mineração no Rio Grande do Norte vem registrando forte expansão com a entrada de novos players e investimentos em minerais antes pouco explorados no Estado. Nos últimos dez anos, a produção beneficiada saltou de R$ 54 milhões por ano para R$ 257 milhões em 2024, enquanto a produção mineral total atingiu R$ 560 milhões, segundo dados da Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico (Sedec-RN) e da Agência Nacional de Mineração (ANM).
Projetos como o de ouro em Currais Novos, conduzido pela canadense Aura Minerals, têm se destacado. Com aportes de US$ 188 milhões, o projeto Borborema cobre 29 km² e projeta tratar 2 milhões de toneladas de minério por ano, com produção destinada à exportação para a Europa. A iniciativa já gerou cerca de 2.500 empregos na fase de implantação e promete manter de 800 a 1.000 postos de trabalho fixos.
Além do ouro, o Estado investe na exploração de ferro, lítio, tungstênio e pedras ornamentais, com projetos em cidades como Parelhas, Equador e Santa Cruz. De acordo com o presidente do Sindiminerais-RN, Mário Tavares, o aumento de empresas filiadas ao sindicato reflete o crescimento da produção e o interesse por minerais estratégicos, ampliando oportunidades de emprego e renda.
O governo estadual também tem adotado políticas para fomentar o setor, atualizando o mapa de recursos minerais, promovendo fóruns e facilitando investimentos. Desde 2019, o número de ocorrências minerais catalogadas no RN passou de mil para mais de 3 mil, o que elevou o número de requerimentos de pesquisa e ampliou o potencial de produção.
Especialistas destacam que os novos projetos não apenas aumentam a produção mineral, mas também estimulam o desenvolvimento regional, especialmente no Seridó, com impactos econômicos e sociais significativos. A expectativa é que os investimentos continuem crescendo, consolidando o RN como um polo relevante de mineração no Nordeste brasileiro.

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