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Quinta-feira, 12 de Março 2026

Economia

Mercado financeiro ajusta projeção de inflação para 3,99% em 2026

O Boletim Focus do Banco Central indica que a cotação do dólar deve permanecer em R$ 5,50 até o final de 2027.

Redação
Por Redação
Mercado financeiro ajusta projeção de inflação para 3,99% em 2026
© Marcello Casal Jr/Agência Brasil/Arquivo
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A projeção do mercado financeiro para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), o indicador oficial da inflação no Brasil, foi revisada de 4% para 3,99% para o ano de 2026.

Essa estimativa foi divulgada nesta segunda-feira (2) no Boletim Focus, um levantamento semanal realizado pelo Banco Central (BC) em Brasília, que compila as expectativas de diversas instituições financeiras sobre os principais índices econômicos.

Para o ano de 2027, a previsão de inflação permaneceu em 3,8%. Já para os anos de 2028 e 2029, as projeções indicam uma taxa de 3,5% para ambos os períodos.

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Inflação

Pela quarta semana consecutiva, a expectativa para a inflação de 2026 foi reduzida, situando-se agora dentro da faixa da meta de variação de preços estabelecida pelo Banco Central.

A meta, definida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), é de 3%, com uma margem de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo. Isso significa que o limite inferior é de 1,5% e o superior de 4,5%.

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) fará a primeira divulgação do IPCA de 2026, referente ao mês de janeiro, no próximo dia 10 de fevereiro.

Em dezembro, o aumento nos valores de transportes por aplicativo e passagens aéreas impulsionou a inflação para 0,33%, um patamar superior aos 0,18% registrados em novembro. Esse resultado fez com que o IPCA acumulasse uma alta de 4,26% em 2025.

Taxa Selic

Para controlar a inflação e atingir suas metas, o Banco Central utiliza como principal instrumento a Taxa Selic, a taxa básica de juros. Atualmente, ela está fixada em 15% ao ano pelo Comitê de Política Monetária (Copom) do BC. Apesar da desaceleração da inflação e da estabilização do dólar, o colegiado optou por manter os juros inalterados pela quinta reunião consecutiva.

A taxa atual representa o nível mais elevado desde julho de 2006, quando atingiu 15,25% ao ano. Em seu comunicado, o Copom sinalizou a possibilidade de iniciar a redução dos juros na reunião de março, desde que a inflação permaneça sob controle e o cenário econômico não apresente surpresas.

A expectativa dos analistas de mercado é que a taxa básica de juros seja reduzida para 12,25% ao ano até o final de 2026, mantendo a projeção do boletim Focus da semana anterior.

Para 2027 e 2028, a previsão é de novas reduções da Selic, para 10,5% e 10% ao ano, respectivamente. Em 2029, a taxa deve alcançar 9,5% ao ano.

Quando o Copom eleva a Selic, o objetivo é frear a demanda excessiva, o que impacta os preços, uma vez que juros mais altos encarecem o crédito e incentivam a poupança. Contudo, taxas elevadas também podem dificultar o crescimento econômico.

É importante notar que os bancos consideram outros elementos ao definir as taxas de juros cobradas dos consumidores, como o risco de inadimplência, margem de lucro e custos administrativos.

Por outro lado, a redução da Taxa Selic tende a baratear o crédito, estimulando a produção e o consumo, o que, por sua vez, pode diminuir o controle sobre a inflação, mas impulsionar a atividade econômica.

PIB e câmbio

Nesta edição do Boletim Focus, a estimativa das instituições financeiras para o crescimento da economia brasileira neste ano permanece em 1,8%.

Para 2027, a projeção para o Produto Interno Bruto (PIB), que representa a soma de todos os bens e serviços produzidos no país, também se manteve em 1,8%. Para os anos de 2028 e 2029, o mercado financeiro prevê uma expansão do PIB de 2% em ambos os períodos.

Impulsionada pelo desempenho positivo da indústria e da agropecuária, a economia brasileira registrou um crescimento de 0,1% no terceiro trimestre de 2025, um resultado que o IBGE classifica como estabilidade.

Em 2024, o PIB encerrou o ano com uma alta de 3,4%. Esse resultado marca o quarto ano consecutivo de crescimento e representa a maior expansão desde 2021, quando o PIB alcançou 4,8%.

A divulgação do PIB consolidado de 2025 pelo IBGE está programada para 3 de março.

A expectativa para a cotação do dólar é de R$ 5,50 até o final deste ano. Para o encerramento de 2027, a projeção é que a moeda norte-americana se mantenha nesse mesmo patamar.

FONTE/CRÉDITOS: Redação Gazeta do RN
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