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Quinta-feira, 12 de Março 2026

Economia

Lucro do Banco do Brasil atinge R$ 20,68 bilhões em 2025

Mesmo com declínio nos lucros comparado a 2024, a presidente da instituição projeta uma recuperação dos resultados financeiros para 2026.

Redação
Por Redação
Lucro do Banco do Brasil atinge R$ 20,68 bilhões em 2025
© Marcelo Camargo/Agência Brasil
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Em 2025, o Banco do Brasil registrou um lucro líquido ajustado de R$ 20,685 bilhões, representando uma redução de 45,4% frente ao ano precedente, conforme o balanço divulgado na noite da última quarta-feira (11) pela entidade financeira. Este resultado foi impactado negativamente por novas diretrizes contábeis e pelo crescimento da inadimplência.

No período entre outubro e dezembro, o BB alcançou um lucro de R$ 5,742 bilhões, uma retração de 47,2% em comparação com o mesmo trimestre de 2024. Contudo, na análise trimestral, o lucro teve um incremento notável de 51,7% em relação ao terceiro trimestre.

Através de um comunicado, o Banco do Brasil salientou a expansão na geração de receitas, mesmo diante dos desafios impostos pela inadimplência. A instituição atribuiu essa melhora, em parte, às receitas financeiras provenientes do crédito concedido a pessoas físicas e ao sucesso do Programa Crédito do Trabalhador, que simplifica o acesso ao crédito consignado para empregados do setor privado.

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A presidente do Banco do Brasil, Tarciana Medeiros, enfatizou que "foram destinados R$ 13 bilhões ao crédito do trabalhador, evidenciando a concretização da nossa previsão de crescimento em segmentos com retornos mais favoráveis e risco ajustado".

Uma resolução do Conselho Monetário Nacional (CMN), que alterou as práticas contábeis das entidades financeiras e impactou os resultados, começou a valer em janeiro do ano passado. Embora aprovadas em 2021, essas novas normas foram implementadas apenas em 2025.

Essa determinação modificou o sistema de provisões, que são as reservas financeiras destinadas a cobrir potenciais inadimplências, adotando um modelo de perda esperada baseado em estimativas. Tal alteração impactou a forma como certas despesas e receitas são contabilizadas, resultando na não-apuração de R$ 1 bilhão em receitas de crédito pelo banco.

Inadimplência

O indicador de inadimplência, que engloba atrasos superiores a 90 dias, elevou-se de 3,16% em dezembro de 2024 para 5,17% ao término de 2025. Essa alta foi predominantemente impulsionada pelo setor do agronegócio, no qual o Banco do Brasil detém a liderança na oferta de crédito, e também pela carteira de cartões de crédito.

A taxa de inadimplência da carteira de crédito destinada ao agronegócio finalizou o ano anterior em 6,09%, registrando um acréscimo de 1,25 ponto percentual apenas no último trimestre de 2025.

Para a carteira de pessoas físicas, a inadimplência encerrou o mesmo período em 6,56%, marcando uma ascensão de 0,55 ponto percentual.

Crescimento do crédito

Apesar da elevação das taxas de juros, o BB expandiu sua concessão de crédito em 2025, impulsionado sobretudo pelos empréstimos a pessoas físicas. A carteira de crédito ampliada do banco totalizou R$ 1,296 trilhão no encerramento do ano anterior, exibindo um crescimento de 1,4% no trimestre final e de 2,5% no acumulado anual.

A distribuição dos resultados por segmentos de crédito apresentou os seguintes dados:

  • Pessoa Física: Alcançou R$ 356,96 bilhões até o final de dezembro, com um avanço de 1,8% no trimestre e 7,6% no ano. O destaque foi a nova modalidade de crédito consignado para trabalhadores CLT do setor privado, que totalizou R$ 14,3 bilhões em empréstimos.
  • Pessoa Jurídica: Somou R$ 455,15 bilhões, registrando um aumento de 0,5% no trimestre e 0,6% em um ano. A carteira de grandes empresas atingiu R$ 260,4 bilhões, com crescimento de 4,3% em doze meses, enquanto a carteira para micro, pequenas e médias empresas ficou em R$ 115,2 bilhões, uma retração de 7,9% no ano anterior.
  • Agronegócios: Atingiu R$ 406,13 bilhões, com elevação de 1,8% no trimestre e 2,1% no período de um ano. Durante os primeiros seis meses do Plano Safra 2025/2026, o Banco do Brasil concedeu R$ 103,9 bilhões em crédito ao agronegócio, somados a R$ 12,3 bilhões em financiamentos para a cadeia de valor do setor.
  • Carteira de Crédito Sustentável: Totalizou R$ 415,1 bilhões, direcionados ao financiamento de iniciativas com impactos socioambientais positivos, apresentando um crescimento de 7,3% em doze meses. Esta carteira representa 32% do total de crédito concedido pelo banco.

Receitas e despesas

No ano de 2025, as receitas provenientes da prestação de serviços totalizaram R$ 34,813 bilhões, indicando uma redução de 1,9% em comparação com o ano anterior.

O Banco do Brasil informou que essa diminuição foi parcialmente compensada pelo aumento nas receitas de administração de fundos (+13,5%), nas taxas de gestão de consórcios (+19,3%) e nos rendimentos do mercado de capitais (+7,9%).

As despesas administrativas somaram R$ 34,813 bilhões em 2025, um acréscimo de 5,1% em relação a 2024. O banco justificou o aumento devido ao reajuste de salários e aos investimentos em tecnologia e cibersegurança.

Projeções para 2026

O Banco do Brasil apresentou suas projeções para 2026, indicando uma expectativa de recuperação dos lucros neste ano, após a diminuição registrada em 2025.

Os valores previstos são os seguintes:

  • Lucro líquido ajustado: Entre R$ 22 bilhões e R$ 26 bilhões;
  • Crescimento da carteira de crédito: Variação de 0,5% a 4,5%; com projeção de alta de 6% a 10% para pessoas físicas; variação de -2% a +2% para o agronegócio; e de -3% a +1% para empresas;
  • Receitas de prestação de serviços: Aumento estimado entre 2% e 6%;
  • Despesas administrativas: Elevação prevista de 5% a 9%;
  • Custo do crédito (perdas projetadas com inadimplência e demais riscos): De R$ 53 bilhões a R$ 58 bilhões;

A presidente Tarciana Medeiros declarou: “Conseguimos nos ajustar ao contexto com transparência e grande empenho de nossa equipe, visando um 2026 com a recuperação dos níveis de rentabilidade condizentes com a dimensão do BB. Nossas projeções refletem essa meta, e os resultados atuais, com um lucro de R$ 5,7 bilhões e um crescimento de 51,7% em relação ao trimestre anterior, sinalizam essa virada de tendência”.

FONTE/CRÉDITOS: Redação Gazeta do RN
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