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Segunda-feira, 16 de Fevereiro 2026

Estado

Letalidade policial cresce em proporção no RN apesar da queda nas mortes violentas

Dados do Anuário Brasileiro de Segurança Pública 2025 mostram aumento percentual de mortes causadas por policiais no estado, mesmo com redução geral da violência

Neilla Souza
Por Neilla Souza
Letalidade policial cresce em proporção no RN apesar da queda nas mortes violentas
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O Rio Grande do Norte registrou em 2024 uma queda significativa na violência letal, com reduções expressivas nos principais indicadores criminais. De acordo com o Anuário Brasileiro de Segurança Pública 2025, os homicídios dolosos caíram 22,1%, os latrocínios (roubos seguidos de morte) recuaram 28,3% e as mortes por lesão corporal diminuíram 10,3%.

No entanto, um dado contrasta com esse cenário positivo: a letalidade policial teve aumento proporcional no total de Mortes Violentas Intencionais (MVIs). Em 2023, mortes decorrentes de ações policiais representavam 8,8% das MVIs no estado. Em 2024, essa proporção subiu para 10,0%, indicando que a violência praticada por agentes de segurança ganhou mais peso dentro de um universo reduzido de mortes.

Apesar da alta proporcional, o número absoluto de mortes causadas por intervenções policiais caiu de 92 para 83 no comparativo entre os dois anos. Isso sugere que, embora os episódios tenham diminuído, a letalidade policial não acompanhou na mesma medida a redução geral dos demais crimes letais.

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Outro dado que chama atenção é o recuo na vitimização de policiais. Em 2024, apenas um policial foi morto no estado, contra três em 2023. Também houve redução nos casos de suicídio entre membros da corporação, de dois para um no mesmo período. Os números indicam melhora no cenário de segurança para os próprios agentes.

O Fórum Brasileiro de Segurança Pública, responsável pela divulgação dos dados, ressalta que o aumento proporcional da letalidade policial é uma tendência observada em alguns estados, o que exige atenção especial por parte das autoridades públicas e da sociedade civil.

O desafio agora é manter a redução dos crimes letais e, ao mesmo tempo, controlar o uso excessivo da força por parte das forças de segurança. Especialistas apontam que isso passa por qualificação contínua dos agentes, revisão de protocolos de abordagem e maior transparência nas ações policiais.

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