O número de infrações de trânsito nas vias sob responsabilidade do Governo do Estado do Rio Grande do Norte teve uma redução expressiva em 2024. Segundo dados do Departamento Estadual de Trânsito (Detran/RN), foram registrados 136.668 autos de infração no último ano, frente aos 164.132 de 2023 — uma queda de 20,2%, o equivalente a 27.464 infrações a menos. A diminuição é um indicativo positivo dos efeitos das políticas de fiscalização e educação adotadas pelo órgão.
Entre as infrações mais cometidas, lidera a lista o excesso de velocidade de até 20% acima do permitido. Essa conduta, classificada como infração média, resulta em quatro pontos na Carteira Nacional de Habilitação (CNH) e multa de R$ 130,16. O dado se repete tanto no âmbito estadual quanto nas vias urbanas da capital, Natal. Técnicos do Setor de Estatística do Detran apontam que o comportamento reflete uma desatenção generalizada às regras de trânsito, o que contribui para o aumento de sinistros.
A segunda infração mais registrada foi o avanço de sinal vermelho, comportamento de risco que se manteve em destaque nas estatísticas de 2024. Classificada como gravíssima, essa infração acarreta sete pontos na CNH e multa de R$ 293,47. O Detran ressalta que essa conduta está frequentemente associada a acidentes e revela falhas tanto comportamentais quanto administrativas por parte dos condutores.
Infrações cometidas por motociclistas também ganharam destaque no relatório. Conduzir ou transportar passageiros sem capacete apareceram, respectivamente, na quarta e na oitava posição entre as mais registradas. Esses comportamentos aumentam significativamente o risco de lesões graves e óbitos, uma vez que o capacete é um equipamento de proteção indispensável para os usuários de veículos de duas rodas.
O Detran conclui o relatório enfatizando a necessidade de intensificar ações integradas nas frentes de educação, fiscalização e engenharia de tráfego. Segundo o órgão, essas iniciativas já estão em curso com o apoio do Comando de Policiamento Rodoviário Estadual (CPRE), e devem continuar a ser fortalecidas para ampliar a segurança viária e preservar vidas no trânsito potiguar.
