A produção industrial do Rio Grande do Norte voltou a crescer em março de 2026, após cinco meses consecutivos de retração. É o que revela a Sondagem das Indústrias Extrativas e de Transformação, elaborada pela FIERN em parceria com a CNI, que registrou indicador de 60,6 pontos para o período.
Com esse resultado, o índice alcança o maior patamar já registrado para meses de março desde o início da série histórica, em 2010. Outro dado positivo foi a Utilização da Capacidade Instalada (UCI), que subiu 8 pontos percentuais, atingindo 78%, demonstrando maior aproveitamento da estrutura produtiva.
Apesar do avanço na produção, o emprego industrial apresentou estabilidade, com 50,0 pontos, após queda no levantamento anterior. Já os estoques de produtos finais diminuíram em relação ao mês anterior e ficaram abaixo do nível planejado pelas empresas.
No primeiro trimestre de 2026, os empresários relataram menor insatisfação com as margens de lucro, mas destacaram maior dificuldade de acesso ao crédito. Também foi observado aumento no custo das matérias-primas, embora tenha havido satisfação com a situação financeira das empresas.
Entre os principais desafios enfrentados pela indústria potiguar estão a competição desleal, a falta de mão de obra qualificada, a alta carga tributária, problemas logísticos e as elevadas taxas de juros. Esses fatores continuam impactando o desempenho do setor.
Para os próximos seis meses, as expectativas são de crescimento da demanda, aumento no número de empregados e maior compra de matérias-primas. No entanto, há previsão de queda nas exportações e redução na intenção de investimentos, indicando um cenário ainda cauteloso.

Comentários
Para comentar realize o login em sua conta!
Login Cadastre-se