O Rio Grande do Norte arrecadou aproximadamente R$ 28,5 bilhões em impostos entre 1º de janeiro e 30 de dezembro de 2025, segundo dados da plataforma digital Impostômetro. O valor corresponde a 0,64% do total arrecadado no Brasil no mesmo período, que somou cerca de R$ 3,97 trilhões. Somente a capital potiguar respondeu por aproximadamente R$ 1,12 bilhão desse montante.
A ferramenta utilizada considera a soma dos tributos federais, estaduais e municipais, incluindo impostos, taxas, contribuições, multas, juros e correção monetária. Os dados são obtidos a partir de informações de órgãos federais, estaduais e da Secretaria do Tesouro Nacional, permitindo uma estimativa ampla da arrecadação nas três esferas de governo.
Especialistas apontam que o principal imposto arrecadado no Rio Grande do Norte é o ICMS, responsável por cerca de 90% da receita tributária estadual. A arrecadação própria do estado se sustenta majoritariamente nesse imposto, além do IPVA e de outras taxas, com forte incidência sobre setores como energia elétrica, combustíveis e consumo em geral.
De acordo com análises econômicas, apesar do volume expressivo de arrecadação, o percentual em relação ao Produto Interno Bruto nacional gira em torno de 33%, índice considerado próximo à média dos países em desenvolvimento. Economistas ressaltam que o Brasil não está entre os países que mais tributam no mundo quando se observa a proporção da carga tributária em relação ao PIB.
Outro ponto destacado é o impacto da informalidade e das isenções fiscais sobre o sistema tributário. A sonegação e a renúncia de receitas, especialmente em programas de incentivos, acabam pressionando o setor formal e contribuindo para o aumento das alíquotas. Esse desequilíbrio afeta a percepção de justiça tributária e limita a capacidade de investimento do Estado.
Representantes do setor produtivo avaliam que a elevada carga tributária impacta diretamente empresários e consumidores, reduzindo a competitividade e a geração de empregos. Embora os impostos sejam reconhecidos como fundamentais para o financiamento de serviços públicos, há críticas quanto ao retorno percebido pela população, reforçando o debate sobre eficiência, equidade e prioridades na aplicação dos recursos arrecadados.

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