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Terça-feira, 10 de Março 2026

Justiça

Gilmar Mendes anula quebra de sigilo de empresa associada a Toffoli

A decisão do ministro do STF fundamenta-se em desvio de finalidade na investigação da CPI do Crime Organizado.

Redação
Por Redação
Gilmar Mendes anula quebra de sigilo de empresa associada a Toffoli
© Antônio Augusto/STF
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O ministro Gilmar Mendes, integrante do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou recentemente a anulação da resolução da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Crime Organizado que havia decretado a quebra dos sigilos bancário, fiscal e telemático da Maridth Participações, uma empresa com vínculos familiares com o ministro Dias Toffoli.

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Mendes justificou sua decisão argumentando que o escopo da investigação da CPI não apresentava conexão com o Banco Master. Consequentemente, a quebra dos sigilos foi considerada um desvio de finalidade e, portanto, passível de anulação.

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Investigações conduzidas pela Polícia Federal indicaram que fundos de investimento associados ao referido banco teriam efetuado transações financeiras com a Maridth, antiga proprietária do resort Tayayá, situado no Paraná.

Em sua fundamentação, o ministro Gilmar Mendes declarou que “qualquer forma de produção de provas, como a quebra de sigilos, a coleta de depoimentos ou a elaboração de relatórios, realizada em contextos desvinculados ou estranhos ao ato que instituiu a comissão, configura um evidente desvio de finalidade e abuso de poder. Isso porque a imposição de medidas restritivas só encontra amparo legal quando há uma estrita relação de pertinência com o objetivo que justificou a criação da comissão”.

Na quarta-feira anterior, dia 25, a CPI havia aprovado a quebra dos sigilos da referida empresa, que supostamente possuía participação em um luxuoso resort no Paraná, também com conexões ao Banco Master.

Além disso, a CPI havia aprovado solicitações para convidar o ministro Dias Toffoli e convocar seus irmãos, José Carlos Dias Toffoli e José Eugênio Dias Toffoli, que são sócios do empreendimento em questão.

FONTE/CRÉDITOS: Redação Gazeta do RN
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