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Sábado, 17 de Janeiro 2026

Estado

Falta de dinheiro em espécie gera desafios para o comércio varejista no RN

Crescimento do Pix e pagamentos digitais obriga lojistas a adaptar estratégias para oferecer troco e manter fluxo de caixa.

Neilla Souza
Por Neilla Souza
Falta de dinheiro em espécie gera desafios para o comércio varejista no RN
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A crescente digitalização dos pagamentos, impulsionada pelo Pix e cartões de crédito, tem transformado a rotina do comércio varejista no Rio Grande do Norte. Dados da Fecomércio RN apontam que apenas em agosto o estado registrou aumento de 121% nas transações via Pix, movimentando R$ 14,6 bilhões, o maior crescimento do país. Entre janeiro e agosto de 2025, o volume total de transações via Pix chegou a mais de R$ 78 bilhões, 60% a mais que no mesmo período do ano anterior.

Com o aumento das transações digitais, comerciantes enfrentam dificuldades em fornecer troco aos clientes que ainda optam pelo pagamento em dinheiro. A operadora de caixa Gleissiana Santos relata que a falta de cédulas torna complicado o atendimento, enquanto a vendedora ambulante Maria José das Graças prefere incentivar pagamentos via Pix para evitar riscos e manter a higiene. Consumidores, por sua vez, destacam a praticidade e segurança do método digital.

Para lidar com essa realidade, lojistas têm adotado estratégias para manter troco disponível. João Augusto, gerente de loja no Alecrim, realiza trocas de cédulas com colegas para garantir que clientes em dinheiro sejam atendidos. Segundo a Fecomércio RN, o ideal é que os comerciantes incentivem pagamentos digitais e organizem o caixa para manter um estoque mínimo de notas e moedas, garantindo eficiência sem prejudicar a experiência do cliente.

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O presidente da CDL Natal, José Lucena, reforça a necessidade de planejamento financeiro e antecipação na troca de dinheiro com o banco. “Tem que se preparar, porque é uma realidade, um novo fluxo de caixa”, disse. Ele aponta que a digitalização traz benefícios como maior segurança, redução de custos com gestão de numerário e incentivo à formalização das vendas, embora exija adaptação para consumidores que ainda utilizam dinheiro físico.

Além de melhorar a liquidez do comércio, o uso crescente do Pix tem impactos positivos no comportamento financeiro da população, com redução da inadimplência e crescimento do consumo facilitado por modalidades como o Pix Parcelado. A tendência é que o varejo no RN e no Brasil siga avançando na digitalização dos pagamentos, exigindo dos comerciantes constante adaptação para manter competitividade e atender às novas expectativas dos consumidores.

 
 
 
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