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Quinta-feira, 12 de Março 2026

Mossoró

Estudantes de Mossoró vencem prêmio internacional de ciência nos Estados Unidos

Projeto sobre planta da Caatinga com ação antimicrobiana conquista reconhecimento na maior feira científica estudantil do mundo

Neilla Souza
Por Neilla Souza
Estudantes de Mossoró vencem prêmio internacional de ciência nos Estados Unidos
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Estudantes do Ensino Médio da Escola Estadual Professor Abel Freire Coelho, localizada em Mossoró, RN, conquistaram destaque internacional ao vencerem um prêmio na Regeneron International Science and Engineering Fair (ISEF) 2025, realizada nos dias 15 e 16 de maio, em Ohio, nos Estados Unidos. A ISEF é reconhecida como a maior feira científica do mundo voltada a estudantes pré-universitários.

O projeto intitulado “Potencial antimicrobiano do extrato hidroalcoólico da Myracrodruon urundeuva (aroeira)” foi desenvolvido em parceria com o Laboratório de Biotecnologia da Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (UERN). A pesquisa demonstrou a eficácia do extrato da planta nativa da Caatinga contra microrganismos causadores de infecções hospitalares, sugerindo seu uso em processos de desinfecção de ambientes clínicos e cirúrgicos.

A equipe vencedora é composta pelos alunos Rita Izabely Lopes Costa, Otávio da Costa Nogueira e Gabriel Lopes Fernandes Filho, sob a orientação dos professores Michael Pratini e Douglas Arenhart França. A seleção para representar o Brasil na ISEF ocorreu após a equipe se destacar na Feira Brasileira de Ciências e Engenharia (FEBRACE), uma das principais competições científicas do país.

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Durante o evento nos EUA, o grupo enfrentou concorrência de mais de 1.600 jovens cientistas de cerca de 60 países. Ao todo, a delegação brasileira contou com 13 estudantes, e o país conquistou cinco prêmios na edição de 2025, reforçando sua presença entre as grandes potências da educação científica internacional.

“Foi muito gratificante levar o nome da nossa escola, da nossa cidade e do nosso estado para um evento dessa magnitude. Isso mostra que a ciência feita no interior também pode ter alcance global”, celebrou o professor Michael Pratini. A aluna Rita Izabely destacou o valor simbólico da conquista: “Usamos uma planta do nosso bioma e mostramos sua utilidade em um problema de saúde pública. É emocionante saber que a nossa pesquisa pode inspirar mudanças reais”.

A ISEF é organizada anualmente pela Society for Science e distribui cerca de US$ 9 milhões em prêmios. Além do prestígio internacional, o evento proporciona oportunidades acadêmicas e profissionais para os estudantes, fortalecendo o futuro da ciência em países em desenvolvimento, como o Brasil.

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