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Quinta-feira, 12 de Março 2026

Política

Comissão aprova medidas de proteção de urgência para idosos vítimas de violência

Proposta para amparar a pessoa idosa avança na Câmara

Redação
Por Redação
Comissão aprova medidas de proteção de urgência para idosos vítimas de violência
Kayo Magalhães / Câmara dos Deputados
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Em dezembro, a Comissão de Defesa dos Direitos da Pessoa Idosa deu aval ao Projeto de Lei 3658/25, que estabelece medidas protetivas de urgência para pessoas idosas em contextos de violência. A proposta visa modificar o Estatuto da Pessoa Idosa, buscando oferecer a este grupo um aparato de proteção imediata e abrangente, análogo ao sistema já existente para mulheres por meio da Lei Maria da Penha.

Conforme o projeto, um juiz poderá conceder as medidas protetivas de forma imediata, com base em depoimento, verbal ou escrito, da própria pessoa idosa, ou a pedido do Ministério Público. A validade dessas ações se estenderá enquanto houver risco à segurança física, emocional ou patrimonial do idoso e de seus dependentes.

Principais medidas protetivas

  • O afastamento do agressor do domicílio e a designação de um curador provisório, sempre respeitando a autonomia da pessoa idosa.
  • A implementação de monitoramento eletrônico do agressor, incluindo um sistema de alerta para o idoso ou curador e a opção de solicitar apoio policial.
  • O direcionamento do idoso e de seus dependentes para programas de proteção ou serviços de atendimento especializados.
  • A determinação de afastamento ou de retorno da pessoa idosa ao seu lar, conforme as necessidades específicas da situação.
  • A concessão de um benefício eventual, com duração máxima de seis meses, fundamentado na vulnerabilidade social e econômica do idoso.

A proposta também estabelece como crime o não cumprimento de decisões judiciais referentes a medidas protetivas de urgência destinadas a idosos, com previsão de pena de reclusão de dois a cinco anos, além de multa.

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De autoria do deputado Doutor Luizinho (PP-RJ), o projeto recebeu aprovação com emendas propostas pelo relator, deputado Dr. Zacharias Calil (União-GO). Originalmente, o texto previa a criação de um auxílio-moradia para idosos vítimas de violência, mas o relator sugeriu a substituição por mecanismos já contemplados pelo Sistema Único de Assistência Social (Suas).

Calil justificou a alteração, argumentando que "o texto não deve prever um ‘auxílio moradia’ especificamente, mas sim benefício eventual", visto que esta modalidade já integra o rol de benefícios do Suas.

Outra emenda relevante incorporada ao projeto determina que o agressor seja obrigado a custear alimentos e medicamentos para a vítima.

Próximas etapas da tramitação

A proposição ainda passará pela análise da Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania, antes de seguir para votação em Plenário.

Para que se torne lei, o texto necessita de aprovação tanto na Câmara dos Deputados quanto no Senado Federal.

Conheça mais detalhes sobre o processo de tramitação de projetos de lei.

FONTE/CRÉDITOS: Redação Gazeta do RN
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