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Terça-feira, 10 de Março 2026

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Carnaval e pets: especialistas alertam para os riscos da folia à saúde animal

O médico veterinário Alexandre Guerra ressalta que a opção mais prudente é não expor os animais à folia, que é destinada aos seres humanos.

Redação
Por Redação
Carnaval e pets: especialistas alertam para os riscos da folia à saúde animal
© Rovena Rosa/Agência Brasil
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A participação de animais em blocos de rua e locais com grandes aglomerações e sonoridade intensa pode resultar em estresse, desconforto e até sérias complicações de saúde.

Esta advertência foi emitida por Alexandre Guerra, presidente da Comissão de Clínica Médica e Cirúrgica de Animais de Companhia do Conselho Regional de Medicina Veterinária do Rio de Janeiro (CRMV-RJ), durante uma entrevista concedida à Agência Brasil.

Segundo Guerra, a medida mais prudente para os tutores é evitar a exposição dos seus pets a multidões, reforçando que o Carnaval é uma celebração para humanos. Ele ainda destacou a sensibilidade auditiva superior dos cães, que percebem sons intensos de forma amplificada em comparação aos humanos.

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"Se para nós já não é benéfico, imagine para os animais", ponderou.

Barulho excessivo

Consequentemente, ruídos intensos como fogos de artifício, apitos, caixas de som e o clamor das multidões são capazes de induzir medo, estresse e episódios de ansiedade nos animais.

Em decorrência disso, os pets podem manifestar condutas agressivas ou tentar escapar, aumentando a probabilidade de acidentes como atropelamentos, particularmente em cães de menor porte.

"Nos ambientes de blocos, a chance de interação com outros animais se eleva, e a agressividade e o estresse podem surgir em qualquer raça", advertiu Alexandre Guerra.

Temperaturas elevadas

As altas temperaturas representam outro fator de risco significativo. Ao contrário dos seres humanos, os cães controlam sua temperatura corporal primariamente pela respiração, e a exposição prolongada ao calor e à luz solar direta pode provocar hipertermia, resultando em desmaios e, em casos extremos, até mesmo a morte.

A alimentação também foi um aspecto enfatizado pelo veterinário. "É fundamental ter cautela na rua. Muitos indivíduos consomem produtos de barracas e os oferecem aos seus cães, o que é perigoso", explicou.

O aguçado olfato canino torna o contato com fragrâncias intensas, fumaça e odores fortes particularmente incômodo para os cães, que, diferentemente dos humanos, não podem simplesmente se afastar de fontes de incômodo.

"É crucial ter atenção com produtos químicos, como espumas e glitter, frequentemente utilizados em fantasias, visto que os animais são bastante curiosos e podem tentar ingerir pequenos acessórios e fios", alertou o especialista.

As espumas de carnaval, por exemplo, têm o potencial de causar irritações na pele e nas mucosas dos animais, elevando os perigos à sua saúde.

Alexandre Guerra também considera as fantasias para pets como elementos prejudiciais, já que elas podem dificultar a regulação da temperatura corporal e, se ingeridas, provocar alergias ou intoxicações.

"O animal pode sentir-se desconfortável com a fantasia, tentar removê-la e, inadvertidamente, ingerir pequenos fragmentos", ressaltou.

Na perspectiva de Guerra, o bem-estar dos animais deve ser a prioridade máxima.

"Os tutores devem compreender que o Carnaval oferece uma série de estímulos potencialmente nocivos à saúde física e psicológica dos pets. A alternativa mais segura é mantê-los em um ambiente calmo e protegido no lar", aconselhou.

FONTE/CRÉDITOS: Redação Gazeta do RN
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