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Com rostos cobertos, mães e mulheres de detentos fazem vigílias em frente a presídios

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Com rostos cobertos, as “mulheres de véu”, como estão sendo chamadas mães e mulheres dos detentos em Manaus, fazem vigília e orações em frente às unidades prisionais desde o dia 1º de janeiro, quando começaram as chacinas. As mobilizações têm como principal objetivo a integridade física dos presos.

Em ato recente em frente à Cadeia Pública, onde estão cerca de 300 detentos, as mulheres gritaram palavras de ordem e queimaram colchões e pedaços de madeira como forma de chamar a atenção das autoridades em busca de informações sobre os presos.
O rosto coberto é a forma encontrada por elas de se proteger e não serem identificadas, por medo de represálias de facções rivais e até mesmo de autoridades. Sempre atentas a qualquer movimentação na frente dos presídios, elas bloqueiam vias, dispõem-se a informar os demais parentes e atualizam umas à outras com as notícias que recebem via celular. Em alguns momentos, são as primeiras a terem informações sobre o que passa no interior dos presídios.

Até então desesperada , uma das mães ficou aliviada depois de receber uma ligação do filho, que cumpre pena por roubo, afirmando que estava tudo bem com ele.

Outra mulher recebeu em seu celular imagem enviada por um detento, na qual identificou seu filho, sentado no chão. Aliviada, depois de quatro horas à espera de notícias, ela sorriu.


Com: O Globo

Paulo Silva

Escreve na Gazeta do RN desde abril 2016, comunicador, empreendedor e potiguar! Contato: [email protected]

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